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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Homens são mais propensos a terem problemas de memória, indica estudo

Um novo estudo da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, indica que transtornos cognitivos leves - incluindo perda de memória e problemas de raciocínio, linguagem e julgamento - são mais comuns entre os homens. E, de acordo com os pesquisadores, esses sintomas são frequentemente considerados um estágio intermediário entre o declínio cognitivo que ocorre normalmente com o envelhecimento e a demência, incluindo doença de Alzheimer.

Avaliando mais de 2 mil pessoas com mais de 70 anos, os pesquisadores descobriram que os homens são 1,5 vezes mais propensos que as mulheres a terem problemas cognitivos leves. “A descoberta de que a frequência de transtorno cognitivo leve é maior em homens foi inesperada, visto que a frequência de doença de Alzheimer é maior nas mulheres”, destacaram os autores na edição mais recente da revista médica Neurology.

De acordo com os autores, com o envelhecimento da população de diversos países, esses dados podem ter grande impacto para a saúde pública e para os indivíduos e sua família. “Se considerarmos a prevalência de 16% de transtorno cognitivo leve em pessoas sem demência, seguido do acréscimo de 10% a 11% de indivíduos que já têm demência ou doença de Alzheimer, vemos que 25% ou mais da população com 70 anos ou mais idade tem demência ou está em risco de desenvolver demência em um futuro próximo”, escreveram os especialistas. “A necessidade de diagnóstico e intervenções terapêuticas precoces é cada vez mais importante”, concluíram os pesquisadores.

Fumar pode prejudicar a fertilidade masculina, aponta estudo

Para o homem que quer ser pai, parece ser uma boa ideia parar de fumar. Isso porque, segundo recente estudo da Universidade de Saarland, na Alemanha, o cigarro afeta a produção de esperma (fluido que transporta os espermatozoides), o que pode levar à infertilidade.



Avaliando as concentrações de proteínas chamadas protaminas (P1 e P2) no esperma de 53 fumantes intensos - que consumiam mais de 20 cigarros por dia - e de 63 não fumantes, os pesquisadores notaram que os níveis de P2 eram 14% menores nos primeiros. De acordo com os especialistas, as protaminas cumprem um importante papel na formação do esperma, participando do desenvolvimento dos cromossomos, e essa menor concentração, assim como a diferença nos níveis de P1 e P2, nos fumantes poderia levá-los à infertilidade.



“Em homens normais, férteis, a proporção entre P1 e P2 é praticamente a mesma. Qualquer aumento ou diminuição nessa divisão representa algum grau de infertilidade”, explicou o pesquisador Mohamed Hammadeh. “Por causa dos efeitos ruins que o fumo tem sobre a fertilidade, os médicos deveriam avisar pacientes inférteis a parar de fumar antes de iniciar o tratamento”, concluiu.

Música pode ajudar a tratar dores físicas e emocionais, diz pesquisa

A música pode ajudar tratar a depressão e aliviar dores físicas, segundo cientistas da Universidade Caledoniana de Glasgow, na Escócia. Utilizando uma combinação inovadora de psicologia da música e engenharia de áudio, os especialistas estão avaliando o impacto da música no tratamento de doenças.

 
De acordo com o pesquisador Don Knox, especialista em engenharia de áudio, o desenvolvimento da “musicoterapia” para doenças físicas e psicológicas podem levar os médicos a, no futuro, prescreverem tipos específicos de música de acordo com as necessidades individuais dos pacientes. “O impacto de um trecho de uma música sobre uma pessoa vai muito além do que o pensamos. A música expressa emoções como resultado de muitos fatores”, destacou o especialista. “Isso inclui o tom, a estrutura e outras características técnicas de um trecho. As letras também podem ter grande impacto”.


O projeto realiza uma análise detalhada de trechos de música e seu impacto nas emoções. “Estamos olhando para parâmetros como padrões rítmicos, diversidade melódica, intervalos musicais, tamanho das frases, entre outros”, explicaram os autores. “Por exemplo, a música caindo em uma categoria positiva pode ter um ritmo regular, timbre claro e um contorno bem firme ao longo do tempo”. Baseada nisso, a ideia é desenvolver programas de computador para uma abordagem de musicoterapia que influencie o humor individual e ajude no tratamento de doenças como a depressão.






Obesidade infantil

O Ambulatório de Pediatria da Unicid (Universidade da Cidade de São Paulo) está oferecendo atendimento gratuito a crianças e adolescentes, com idade entre 0 e 16 anos, que estão acima do peso.

No primeiro contato, serão realizadas entrevistas sobre os hábitos alimentares da família, a prática de atividades físicas e se há doenças associadas ao excesso de peso. Em seguida, a criança será submetida a um exame físico completo.

A equipe – composta por alunos e professores – vai elaborar um gráfico padronizado para medir o grau de obesidade, solicitar exames laboratoriais para rastrear as complicações do problema e montar um cardápio individualizado para a criança.

O serviço é realizado no campus da universidade no Tatuapé, zona leste de São Paulo (Rua. Melo Peixoto, 1.243). As consultas são realizadas de segunda a quarta-feira, das 13h30 às 16h30.



Mais informações: (11) 2178-1240