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terça-feira, 13 de julho de 2010

Lixo valioso

Cuide do planeta e, em casa, comece a separar o lixo orgânico do reciclável.

O problema do lixo é mundial e mobiliza estudiosos, governos e a população. O que fazer com a quantidade de resíduos produzidos pelo homem em nossa sociedade industrializada é um grande desafio para as gerações atuais e futuras, mas cada um de nós pode colaborar fazendo a sua parte.

Em primeiro lugar, começando a separar o lixo orgânico (restos de alimentos, cascas etc.) do reciclável (vidro, papel, plástico, metal) e enviando este último para cooperativas ou estações nas quais ele possa ser selecionado adequadamente e aproveitado.

 
Só no Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), são produzidas 140 mil toneladas de lixo por dia (de 500g a 1kg por pessoa). Por ano, o número chega a 90 milhões de toneladas. Segundo a especialista Ana Maria Luz*, de 35% a 38% deste material é potencialmente reciclável, mas para isso é necessário que as embalagens tenham algumas características.

 
Por exemplo: apesar de todo plástico ser reciclável e do isopor ser um tipo deste material, ele ainda não tem boa aceitação no mercado que recicla. "E mais: para que possa ser reutilizado, o isopor precisa estar limpo. Ou seja, aquelas bandejinhas com resíduos de sangue de carne e aves não são aproveitáveis", explica Ana Maria. A melhor opção nestes casos é tentar evitar comprar alimentos que venham nas práticas bandejinhas.

 
O que é importante você saber? Primeiramente, verifique se na sua rua ou condomínio existe um programa de coleta seletiva. Se não tiver, você pode entrar em contato com o Instituto Gea - www.institutogea.org.br - que orienta como implantar este tipo de projeto gratuitamente. Em diversas cidades, existem também outros locais de recebimento, como redes de supermercados, nos quais você pode levar o seu lixo separado e eles encaminham para a reciclagem.


Em sua casa, saiba que não é preciso higienizar com detergente as embalagens que serão destinadas ao lixo, basta tirar a maior parte da sujeira com a água que se está lavando a louça. "Para as embalagens muito sujas de comida, como as quentinhas, é melhor jogar no lixo comum do que utilizar muita água para limpá-las", diz ela.


Papéis sujos (como as embalagens usadas pelos restaurantes de comida chinesa), papel celofane e de bala, guardanapos, sacos de biscoito e salgadinhos também não precisam ser separados, pois eles não poderão ser reaproveitados.


Se na sua casa são usadas seringas (como as que os diabéticos utilizam para tomar insulina), o ideal é procurar uma farmácia ou hospital para descartá-las. Se não for possível, coloque-as no lixo comum embrulhadas, para evitar que o coletor de lixo entre em contato com elas. "Em qualquer caso, é importante lembrar que o lixo passará por muitas mãos, por isso é necessário cuidado na hora de jogar qualquer coisa fora".

 
Outro exemplo são as embalagens de produtos antimofo que, mesmo sendo em grande parte feitas de plástico, devem ser colocadas no lixo comum, pois contêm substâncias tóxicas que podem contaminar quem for mexer com elas na cooperativa de lixo.


Para facilitar, veja o que pode e o que não ser separado.

 
Separe:


• Todo tipo de papel desde que esteja limpo (papel branco, papelão, embalagens, jornais, revistas, folhas de cadernos, envelopes, cartolinas, embalagens longa vida, extratos bancários, folhetos de propaganda).


• Vidros, garrafas, potes, copos e cacos.


• Plásticos em geral (saquinhos de lojas, tampas, embalagens de refrigerante, água, óleo, xampu, cremes, escova de dente).


• Embalagens de metal (ferragens, latas, canos, tubos, fios, pregos, parafusos, panelas sem cabo).


• Óleo de cozinha, desde que esteja em uma embalagem de plástico ou vidro bem tampada.


Ponha no lixo comum:


• Papel de fax, papel celofane, embalagens de papel sujas, papel higiênico, guardanapos, papel-carbono, embalagens sujas de pizza.


• Vidros de janela, espelhos e cristais.


• Hastes flexíveis, escova sanitária.


• Tampinhas de metal sujas de iogurte, papel alumínio com restos de comida grudada, embalagens de bala, de salgadinhos e de biscoitos.


*Ana Maria Luz, presidente do Instituto Gea Ética e Meio Ambiente - www.institutogea.org.br.








Neurotransmissores: entenda o que são eles!

Estas substâncias funcionam como combustível cerebral, nos deixam mais felizes e são fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

Quando praticamos atividades físicas, aumentamos a liberação de substâncias chamadas neurotransmissores, que desempenham papel importante na manutenção da nossa saúde e bem-estar. Mas o que são os neurotransmissores e quais suas funções em nosso organismo?
Além de ajudar a melhorar nosso humor, os neurotransmissores são fundamentais no funcionamento do cérebro. Eles são substâncias químicas que circulam na região fazendo a comunicação entre os neurônios. Em outras palavras, eles são os "combustíveis" que fazem nossa cabeça funcionar.

 
São eles que fazem com que sejamos capazes de ler e entender este texto, de adquirir conhecimento, guardar informações e acontecimentos na memória e de nos movimentarmos.
Eles também nos ajudam no processo de controle da dor. Se eles não existissem, qualquer batidinha no pé da mesa seria insuportável. Ou seja, precisamos dos neurotransmissores para tudo, inclusive para ficarmos mais felizes, cheios de energia e de bem com a vida
Durante a prática da atividade física, aumentamos a liberação de neurotransmissores. Segundo o neurologista Mario Fernando Prieto Peres*, quando nos exercitamos, o cérebro libera as endorfinas e modula os neurotransmissores dopamina, serotonina e noradrenalina, além de outras moléculas.

 
O médico explica também que nós, humanos, somos geneticamente preparados para gastar energia e exercer atividades físicas. "Quando isso não acontece, a saúde física e a mental são prejudicadas", diz ele.

 
E é bom não perder tempo, pois com o passar dos anos, a liberação dos neurotransmissores diminui, exigindo uma luta maior para manter o pique e a memória.

 
A melhor maneira de manter a produção destas poderosas substâncias é cuidar do corpo e da mente, garante o neurologista. Entram nesta lista dormir bem (oito horas de sono reparador), alimentar-se de maneira saudável e equilibrada, não abusar de gorduras, açúcar e sal e evitar ou eliminar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro.
Para completar, o médico dá a dica: "Procure manter-se calmo e feliz, evitando o estresse, a ansiedade e a depressão". Se estes inimigos aparecerem, busque ajuda profissional o mais rápido possível. Seguindo estes passos, as chances de manter seu astral e energia lá em cima são cada vez maiores.

 
*Dr. Mario Fernando Prieto Peres, médico neurologista do Hospital Albert Einstein, pós-doutorado em neurologia na Filadelfia, Estados Unidos, Fellow do American College of Physicians e professor de Neurologia da FMABC.





As crianças e o colesterol

Com o aumento do número de crianças obesas, elas também passaram a sofrer de problemas "adultos", como colesterol alto.

Há algumas décadas, temas como a obesidade ou elevação das taxas de colesterol costumavam estar relacionados apenas ao mundo adulto. Porém, diante do aumento considerável de casos de crianças obesas e com altos níveis de colesterol no sangue, esse quadro mudou.


Atualmente, no mundo inteiro, discute-se a necessidade de instituir medidas para evitar que esses males afetem a saúde dos pequenos. A boa notícia é que está ao seu alcance tentar vencer essa batalha: para começar, é fundamental mudar alguns comportamentos adotados dentro de sua casa.


Para a nutricionista Karina Maffei*, as principais razões para a elevação das taxas de colesterol das crianças são os maus hábitos alimentares, a falta de uma rotina de horários para se fazer as refeições e o sedentarismo. "Crianças que não têm atividades físicas regulares, que consomem grandes quantidades de guloseimas supercalóricas e não possuem hora certa para sentar-se à mesa têm chances maiores de apresentar este problema", diz ela.

Além destes casos, existem também algumas que sofrem com colesterol alto devido a problemas endócrinos (hormonais), de origem genética. Todas, no entanto, necessitam de reeducação alimentar, devem praticar atividades físicas regulares e receber um acompanhamento médico.
E, para começar, é preciso avaliar a despensa e a geladeira da família, pois as crianças vêem os pais, irmãos, avós e "cuidadores" como seus grandes exemplos e tendem a "copiar" seus comportamentos, inclusive os hábitos alimentares. Elas também desenvolvem o paladar experimentando os alimentos disponíveis dentro de casa.
Karina recomenda que se evite oferecer diariamente guloseimas como doces, balas, frituras ou refrigerantes. "Não é necessário excluir estes itens das compras, mas restringir a freqüência com que são consumidos e a quantidade", diz a nutricionista.
Por outro lado, é preciso aumentar a ingestão de frutas, legumes, verduras e cereais integrais, que são ricos em nutrientes e fibras, que também colaboram para o controle do colesterol.
Outra dica da especialista é que os pais evitem oferecer produtos desnatados ou diet, a menos que a criança seja diabética. "Na maioria dos casos, não indicamos grande restrição calórica, pois as crianças estão em fase de crescimento e precisam de reserva energética. O melhor é incentivar o consumo de alimentos saudáveis e mudar os hábitos delas", afirma Karina.
No entanto, para uma melhor orientação, é fundamental procurar o pediatra e/ou um endocrinologista, profissionais que avaliarão a saúde da criança e poderão prescrever o tratamento necessário - por isso, não deixe de levar seu filho para as consultas periódicas ao pediatra. Para completar, um nutricionista pode ajudar na montagem de um cardápio variado, saudável e personalizado.
*Karina Maffei, nutricionista clínica do Hospital Samaritano, com especialização em pediatria e adolescência pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).



Notícias ANS

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) quer mapear o tempo que as operadoras de plano de saúde levam para autorizar os procedimentos pedidos pelos consumidores. Para isso, a agência disponibilizou no próprio site um questionário voltado para as operadoras.

Com a proposta, a espera por liberação de procedimentos deve cair



De acordo com a ANS, os dados levantados na pesquisa serão discutidos e analisados por uma equipe constituída especificamente para este fim. O órgão pretende elaborar normas que regulamente o tempo de espera para a liberação de procedimentos médicos.


As operadoras de saúde têm até o dia 5 de julho de 2010 para responderem o questionário. Apenas as empresas que comercializam exclusivamente planos odontológicos não participarão da pesquisa.