Pesquisar este blog

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Alongamento corrige postura, massageia órgãos e aumenta bem-estar

Os movimentos de girar, dobrar e alongar o corpo oferecem uma série de vantagens para a saúde, que vão desde a correção da postura, alívio de dores musculares, relaxamento até a liberação de "hormônios do bem-estar", como a serotonina.

Durante o alongamento, ocorre também uma massagem dos órgãos internos. A massagem do intestino, por exemplo, facilita o percurso dos alimentos ingeridos, enquanto que a movimentação do pâncreas colabora para o processo que ajuda na estabilização do açúcar no sangue.
Seja para melhorar seu desempenho nos esportes, reduzir o risco de lesões, corrigir a postura ou aliviar a tensão e as dores, alongar-se traz muitos benefícios.

O alongamento mantém os músculos maleáveis, facilita a mobilidade e faz com que a transição da inatividade para a atividade seja realizada sem sobrecarregar o corpo. É muito importante alongar-se antes e, principalmente, depois de exercícios físicos para proteger o corpo de lesões. Alongar-se enquanto os músculos estão aquecidos é o momento ideal para ampliar os movimentos. Realizar esforço físico e não se alongar depois pode levar ao enrijecimento dos músculos e causar distensões musculares.


Corrija sua postura

Nascemos com boa postura, equilíbrio corporal e prontos para o movimento. No entanto, conforme envelhecemos, a gravidade, a falta de exercícios e as atividades cotidianas repetidas - como dirigir ou carregar uma bolsa num ombro só - podem levar ao enrijecimento nas posições que assumimos ao longo do tempo e causar má postura. Por exemplo, se os músculos dos ombros estão comprimidos, suas costas podem ficar arqueadas; músculos abdominais enfraquecidos causam dor na lombar, pois a coluna tende a sobrecarregar-se ao compensar a ausência de sustentação da região abdominal. Alongar-se corrige a postura e fortalece os músculos de forma equilibrada, atuando nos dois lados do corpo.


Aumente sua consciência corporal
Fazer alongamentos pode ajudá-lo a ter mais consciência de seu próprio corpo, descobrir seus potenciais e fraquezas, além das partes mais tensas e enrijecidas. Se alguns exercícios lhe parecem desafiadores ou um pouco desconfortáveis, significa que encontraram um ponto tenso ou enrijecido e que seu corpo está respondendo ao estímulo. Outros alongamentos são leves e simplesmente liberam endorfina, substância responsável pelo bem-estar.
O ritmo de sua respiração se modificará para acomodar o corpo aos diferentes alongamentos e refletirá o estado de seu sistema nervoso. Por isso, é importante manter-se atento à respiração: se a freqüência se acelerar e não se estabilizar durante o alongamento, talvez você ainda não esteja pronto para esse exercício específico. Seu corpo sabe exatamente o que está lhe fazendo bem ou mal. Basta reconhecer esses sinais corporais e agir de acordo com eles.

Alongar-se é uma atividade tranqüila, relaxante e não competitiva. Todos os exercícios podem ser modificados para se ajustar ao seu corpo, e é você quem controla esse processo. O superalongamento lhe dá liberdade para atuar segundo suas próprias orientações e sentir-se bem consigo próprio; relaxa os músculos e a mente. Explore mais o corpo e desenvolva todo o seu potencial ao desfrutar o alongamento e movimentos mais livres.
Alongar-se relaxa e proporciona bem-estar

O alongamento estimula o cérebro a liberar "hormônios do bem-estar", incluindo a serotonina. Essas substâncias, secretadas por glândulas, espalham-se por todo o corpo e nutrem músculos e órgãos, fazendo com que você se sinta bem e revigorado. Enquanto o corpo e a mente relaxam, os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea estabilizam-se. Essa é uma das razões pelas quais alongar-se durante o trabalho é importante: é o momento ideal para recarregar as energias.

Quando você alonga determinadas partes do corpo, o cérebro dispara substâncias específicas para essas áreas, como, por exemplo, o fluido cérebro-espinhal. Ao levar uma vida ativa e cheia de movimento, garantimos a produção freqüente dessas substâncias, pois o cérebro e o corpo são constantemente estimulados pelas atividades cotidianas. No entanto, muitas pessoas não vivem assim, e o alongamento pode ajudar o corpo a funcionar de maneira apropriada.

O alongamento acalma o sistema nervoso ao liberar a tensão comprimida entre as camadas de músculos, ossos e articulações. Essa tensão, ao tornar-se crônica e manter-se no corpo por longos períodos de tempo, causa envelhecimento precoce e sensação de corpo pesado. Quando o cérebro relaxa por meio do alongamento corporal, reverte esse processo ao enviar sinais para que as células se renovem e faz com que nos sintamos mais vigorosos e joviais. O alongamento acalma o sistema nervoso ao liberar a tensão comprimida entre as camadas de músculos, ossos e articulações. Essa tensão, ao tornar-se crônica e manter-se no corpo por longos períodos tempo, causa envelhecimento precoce e sensação de corpo pesado. Quando o cérebro relaxa por meio do alongamento corporal, reverte esse processo ao enviar sinais para que as células se renovem e faz com que nos sintamos mais vigorosos e joviais.


Massageando os órgãos

Girar, dobrar e alongar o corpo também massageia os órgãos internos, especialmente aqueles que são vitais e as glândulas do tronco, como fígado, rins, intestinos, pâncreas e glândulas supra-renais. Alongar-se é uma maneira suave e segura de estimular os órgãos, bem como a circulação de sangue e nutrientes por eles. Essa prática também pode melhorar o funcionamento do corpo, ajudando-o a eliminar resíduos e toxinas do sangue. Massagear os intestinos ao girar o corpo facilita o percurso dos alimentos ingeridos e mantém esse órgão irrigado. Uma das funções do pâncreas é controlar os níveis de açúcar no sangue, e um exercício que massageie essa parte do corpo, ao promover a estabilização da glicemia, pode acalmá-lo. A respiração tranqüila e profunda, necessária durante o alongamento, também beneficia os órgãos e faz com que funcionem de maneira mais eficaz, pois estimula a liberação de toxinas para fora do corpo cada vez que você expira.


Fonte: Folha Online

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

As barreiras individuais à promoção de saúde e qualidade de vida

Nos últimos anos temos observado um crescente movimento pelo bem estar, promoção da saúde e pela qualidade de vida. É cada vez maior o número de pessoas e empresas que buscam informações sobre maneiras de adquirir hábitos saudáveis de alimentação, gerenciamento de stress, prática de atividade física entre outros. Vários fatores têm contribuído para isso: avanços nas pesquisas e tratamentos, aumento no custo com os seguros de saúde e o fato das pessoas estarem cada vez mais bem informadas sobre como promover sua própria saúde são alguns desses fatores.

Porém, embora muitas pessoas já tenham consciência dos perigos que o cigarro oferece à saúde, da importância de uma alimentação adequada e da necessidade de se praticar o sexo seguro, na prática diária, ainda existe grande desconsideração aos fatores de risco, através da aquisição de hábitos ou de estilo de vida, que não colaboram com a saúde.


O fato é que ainda existem muitas pessoas que continuam a colocar seu bem estar em perigo, comendo alimentos gordurosos, fumando e mantendo os comportamentos de risco. Dentro de uma perspectiva biopsicossocial, entender as barreiras para a promoção de saúde só é possível se for considerado não apenas o indivíduo, mas todo o contexto em que ele está inserido. Deve-se levar em conta sua família, seu ambiente de trabalho e sua cultura.


Uma dessas barreiras é o fato de que as pessoas não possuem a preocupação em manter seu estado de saúde atual. Assim, quando elas não têm problemas de saúde ou são jovens, podem não ter estímulo suficiente para adquirir melhores hábitos. Promover saúde se eu já a tenho, não é algo que me interessa. Essa visão imediatista e a falta de reforço positivo de curto prazo fazem com que a necessidade em manter comportamentos que favoreçam a saúde seja ignorada.


Outra questão importante é a de que o estilo de vida é adquirido dentro do ambiente familiar. Pais ou irmãos mais velhos fumantes, obesos, alcoólatras entre outros, influenciam diretamente na aquisição de comportamentos de risco. Outras variáveis familiares igualmente relevantes como: freqüentes conflitos, a falta de supervisão dos pais e mensagens inconsistentes são grandes influenciadoras.


Um terceiro ponto de dificuldade é o próprio sistema de saúde. Aspectos econômicos muitas vezes atrapalham os esforços dos profissionais de saúde para oferecer medidas de promoção de saúde. Assim, pessoas sem sintomas não encontram motivo suficiente para buscar os serviços médicos para a orientação quanto aos fatores de risco.



Fonte: Associação Brasileira de Qualidade de Vida